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A OPINIÃO DO LEITOR

Walcyr Carrasco

 

15.10.2008

 

Li a crônica sobre sua sobrinha e ainda estou chorando ("Mais amor, menos descaso", 8 de outubro). Entendo muito bem o que sua família sente, pois meu filho, atualmente com 5 anos, foi diagnosticado diabético com apenas 10 meses de idade. Mesmo com minha carreira no auge, nem pensei na hora de largar tudo e ficar com ele. Isso, porém, foi fortemente sentido no bolso. Não achei nenhum lugar, mesmo entre os de primeira linha em São Paulo, que se dispusesse a cuidar do meu pequeno. Agora estou desesperada, pois, de acordo com a lei, ele tem de ir à escola com 6 anos. Mas os colégios não se obrigam a cuidar dele caso uma hipoglicemia ocorra. Deveria haver um técnico em enfermaria em cada escola, já que existem crianças com necessidades especiais em todas elas.
Telma Hanazumi

Sinto-me envergonhada ao saber que educadores transmitem às crianças a falta de amor e consideração ao próximo.
Danielle Crespo

Que Deus livre os filhos tanto da coordenadora quanto da dona da escola de ter qualquer problema de saúde e encontrar pela frente pessoas como as próprias mães, frias e insensíveis.
Mara Martins

Minha solidariedade a você, a seu irmão e a Alice. Já encontrei nesta vida muitas guerreiras como sua sobrinha. E muitos pais fantásticos e professores também. Infelizmente, já trombei com pessoas mesquinhas, daquelas que só se humanizam quando a doença ou a tragédia lhes batem à porta. O descaso, via de regra, é produto da ignorância.
Lina Menezes

Tornei-me mãe há sete meses e a crônica me comoveu muito. Acho um absurdo o descaso, não só de escolas mas também de outras instituições que lidam com crianças e até mesmo com adultos portadores de enfermidades ou deficiências. Mas tenho de confessar uma coisa: é uma responsabilidade muito grande para uma escola ministrar uma medicação. Por mais simples que seja, pode sempre haver uma complicação. E, nesse caso, quem será o responsável? O nível das escolas no Brasil já é tão precário, imagine então o de seus ambulatórios e enfermarias. Não sou a favor da exclusão, mas temo por nossas crianças.
Adriana Lisbona Zaitz.

Já é chocante constatar a péssima qualidade do ensino atual no Brasil. Mas mais chocante, aterrador e frustrante é constatar a ignorância, o desinteresse, o despreparo e o desamor dos nossos educadores!
Simone Kurotusche

É inegável que o ser humano possui uma complexidade inacreditável. Mas é igualmente inegável que a espécie humana está despreparada para encarar um ato de bondade como prazer e não como obrigação. Somos sempre bombardeados com jargões para nos fazer acreditar na humanidade e em seu poder de união. Isso ocorre muito mais em ocasiões desastrosas, quando estamos na mesma barca furada, necessitando do auxílio alheio. Quando estamos bem em nossa individualidade, somos perversos, pois não queremos de forma alguma abalar esse mundinho egoísta e narcisista.
Sânia Alves dos Santos

O que esperar de um país no qual o ensino é tratado com descaso? Lembro que quando fazia o 1º grau aqui em São Paulo, na década de 70, tínhamos não só ambulatório mas até dentista na escola. O fato de isso não ser obrigatório nas escolas atuais, especialmente nos caríssimos colégios particulares, beira o ridículo. Acredito que a escola deve ter uma salvaguarda no caso de algo diferente acontecer com um aluno com necessidades especiais. A lei garantir a simples recusa de um aluno nessas condições é algo que nos deixa indignados.
Rogério Tófoli Kezerle

Choca-me saber que os mesmos "educadores" que ridiculamente mudam as canções infantis por causa de sua "violência explícita" se portam dessa maneira vil e desalmada ao deparar com a realidade de uma criança especial. Tenho certeza de que Alice, essa pequena guerreira, encontrará professores e coordenadores à altura de sua dignidade em uma escola que mereça sua presença.
Vivian Ferreira

 

Bicicletas

Parabéns à repórter Lúcia Monteiro pela matéria "Testamos o MetrôCiclista" (8 de outubro). Iniciativas como essa são, de fato, prioritárias para a cidade de São Paulo e a veiculação de reportagens relacionadas à sustentabilidade é de suma importância para a conscientização da opinião pública. Acrescento que o Instituto Parada Vital é idealizador e promotor do projeto UseBike, que agora foi estendido em convênio com o Metrô. Além do apresentado na matéria, faz parte do projeto a instalação de paraciclos em diversas estações de metrô e pontos públicos na cidade com o apoio da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
Ismael Caetano, presidente do Instituto Parada Vital

 

Ruas de lazer

No passado, minha rua era "de lazer" ("Carro, aqui, não!", 8 de outubro). Imagine você querendo descansar no domingo e ter de agüentar aquela barulheira o dia todo, vidros quebrados, brigas intermináveis, polícia, pessoas de todo canto, não só da sua rua... A questão não é só alegria, não. E entrar nessa foi fácil, reverter é que foi muito difícil.
Maria Jover Moreno

 

Favelas

A importante parceria da Secretaria Estadual da Habitação com o arquiteto Rui Ohtake, o Programa São Paulo de Cara Nova, poderia chegar ao centro ("Favela colorida", 8 de outubro). Dezenas de prédios cortados pelo Elevado Costa e Silva, o Minhocão, precisam urgentemente de um visual diferente, que valorize e satisfaça a quem mora e a quem olha.
Maria do Carmo Borges

 

Batedores

Parabenizo mais uma iniciativa de reconhecimento da Polícia Militar ("Os abre-alas da PM", 8 de outubro). Acho importante mostrar à sociedade o trabalho desses batedores, que garantem a segurança e a passagem de personalidades pelas ruas de São Paulo.
Luiz Carlos Nogueira

 

Mistérios da cidade

Na foto da seção Memória Paulistana sobre o Café do Ponto (8 de outubro) aparecem o diretor financeiro Asato Massahe (à esquerda) e Alexandre do Nascimento Gonçalves, meu avô, um dos fundadores da empresa, seu maior acionista e presidente desde sua fundação, em 1950, até a venda para o grupo multinacional Sara Lee, em 1998. Sob a liderança de Gonçalves, o Café do Ponto se destacou na história do mercado de café no Brasil. Foi inovador em embalagens, lançamento de linhas de cafés com blends diferenciados e produtos especiais. Hoje com 91 anos, meu avô ainda é um entusiasta do café. Foi com muito orgulho que recebi a edição de Veja São Paulo e mais uma vez pude ver quanto ele realizou.
André Luís Marchesin Gonçalves

 

Vereadores

Na última edição, enviei uma carta sobre a reportagem que abordou o trabalho dos vereadores da Câmara Municipal de São Paulo ("Desempenho medíocre", 1º de outubro). O auge da campanha, a emoção dos últimos dias e problemas de saúde na minha família não me fizeram dar a devida atenção à carta que assinei e que foi publicada. Por isso, escrevo de novo para, sinceramente, desculpar-me com os jornalistas de Veja São Paulo e com seus leitores.
Mara Gabrilli

Sou estrangeiro e não posso votar. Mas os resultados me interessam muito, pois moro aqui há 25 anos e pago impostos como qualquer um. Gostaria de parabenizá-los pela reportagem sobre os vereadores paulistanos. Até agora, não havia visto um estudo comparativo como esse, com detalhes de cada candidato. Como dizem no meu país: "Keep up the good work!" (Continuem o bom trabalho!).
 Brad Corson

Eu respondo a um processo por homicídio culposo (sem a intenção) em um acidente de trânsito. Portanto, não posso ser acusado de "ter matado uma pessoa", como foi noticiado. O acidente foi uma fatalidade a que qualquer pessoa está sujeita e o processo ainda não foi julgado nem em primeira instância.
Celso Jatene

 


 
 
 
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