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roteiro da semana

Veja São Paulo Recomenda

 

20.08.2008

 

Teatro

Fernando Moraes

A atriz Maria Padilha, como Cordélia: drama de tom lúdico


CORDÉLIA BRASIL.
Quatro décadas depois da memorável estréia protagonizada por Norma Bengell, o drama escrito por Antônio Bivar não tem mais o poder de escandalizar platéias. Mas sua amargura e seu desencanto permanecem latentes. Em cartaz no Sesc Avenida Paulista, a montagem dirigida por Gilberto Gawronski surpreende ao enveredar pelo tom lúdico – que em alguns momentos flerta com a comédia de costumes – e ainda assim compartilhar tais sentimentos com os espectadores. Maria Padilha mostra leveza no papel-título. Além de trabalhar em um escritório, Cordélia se prostitui para sustentar o marido, Leônidas (Cadu Fávero), um vagabundo que vive de nada fazer e muito imaginar. Na pele do jovem e inexperiente Rico, um cliente que passa a freqüentar o apartamento e também a vida do casal, o ator George Sauma revela desenvoltura, faz rir e ajuda a reforçar a concepção bem-humorada do espetáculo.

(80min). Estreou em 25/7/2008. Sesc Avenida Paulista – Espaço 10º Andar (90 lugares). Avenida Paulista, 119, Metrô Brigadeiro, 3179-3700. Sexta a domingo, 20h30. R$ 20,00. Bilheteria: 9h/22h (ter. a qui.); a partir das 9h (sex.) e das 10h (sáb. e dom.). Ingressos também no CineSesc e nas demais unidades do Sesc. Até 7 de setembro.

 

Exposição

Eduardo Ortega

Dos Camas: dupla subverte o ofício da carpintaria

LOS CARPINTEROS. Formada por Marco Castillo e Dagoberto Rodríguez, a dupla cubana Los Car-pinteros se inspira no ofício da carpintaria – mas o subverte inteiramente. Um exemplo é a escultura Dos Camas, um dos seis trabalhos que os artistas trouxeram para o Galpão Fortes Vilaça, na Barra Funda. Embora usem os mesmos materiais de móveis comuns, Castillo e Rodríguez entrelaçam uma cama a outra. Esse estilo bem-humorado de dar novo sentido aos objetos, à primeira vista inconseqüente, serve também para ironizar questões políticas. Alto Parlante Solimar, outra escultura, reproduz a fachada de um conhecido prédio modernista de Havana com 143 alto-falantes enfileirados que não emitem som – uma sugestiva crítica à censura vigente na ilha. Além dos cubanos, o galpão exibe oito pinturas de Marina Rheingantz, artista paulista de Araraquara.

>>galeria de imagens

R$ 1.600,00 a R$ 154.800,00. Galpão Fortes Vilaça. Rua James Holland, 71, Barra Funda, 3392-3942. Terça a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 17h. Até sábado (23).

 

Para as crianças

JJ Name

Sergio Serrano e Cris Miguel: bagagem de fábulas

BAÚ DE HISTÓRIAS. Em 2005, o casal Cris Miguel e Sergio Serrano, da Cia. Ópera na Mala, estreou na TV Cultura o programa Baú de Histórias. A cada episódio, atualmente também transmitido pelo canal pago TV Rá-Tim-Bum, eles usam teatro de bonecos, música e muito humor para contar histórias. Das mais de 200 fábulas acumuladas nessa arca, Cris e Sergio selecionaram oito para levar ao Teatro Folha. O espetáculo homônimo mantém a fórmula aprovada pelos pequenos na telinha – e acrescenta um importante elemento: a espontaneidade. À vontade no palco, os atores não se envergonham de improvisar e rir de si mesmos. Na trama, personagens saídos, literalmente, do fundo de um baú de madeira tentam dobrar o carrancudo rei com suas tramas surreais. O soberano não esboça um sorriso, mas os adultos e as crianças se divertem ao ver um gaiteiro português colocar toda a feira para dançar ou uma princesa se transformar em galinha, por exemplo. Sempre afinada, a dupla dá um show à parte no violão, no acordeão e na cantoria.

>>assista ao vídeo

Direção dos autores (50min). Rec. a partir de 3 anos. Estreou em 5/7/2008. Teatro Folha (305 lugares). Shopping Pátio Higienópolis, 3823-2323. Sábado e domingo, 17h40. R$ 10,00 (crianças de até 12 anos) e R$ 20,00. IC. Cc.: todos. Cd.: R e V. Bilheteria: 14h/21h (ter. a qui.); 13h/21h30 (sex.); 12h/21h (sáb.) e 13h/20h (dom.). Estac. (R$ 5,00 as duas primeiras horas). www.teatrofolha.com.br. Até dia 31.

 

Show

Marcos Hermes/divulgação

A cantora Ná Ozzetti: pérolas de Carmen Miranda


NÁ OZZETTI.
Em seu ótimo disco Show (2001), a cantora paulistana incluiu duas pérolas do repertório de Carmen Miranda (1909-1955): Na Batucada da Vida, de Ary Barroso e Luiz Peixoto, e Adeus Batucada, de Synval Silva. Com Balangandãs, novo espetáculo que cumpre temporada de oito sessões no Teatro Fecap a partir de quinta (21), Ná decidiu expandir a experiência e formatou um roteiro só com composições registradas pela Pequena Notável. Sua voz límpida repassa canções como Camisa Listada, de Assis Valente, Tic-Tac do Meu Coração, de Walfrido Silva e Alcyr Pires Vermelho, e O que É que a Baiana Tem?, de Dorival Caymmi. Mário Manga (guitarra, violão e violoncelo), Zé Alexandre Carvalho (contrabaixo), Sérgio Reze (bateria e percussão) e o irmão Dante Ozzetti (violão) amparam a intérprete.

12 anos. Teatro Fecap (400 lugares). Avenida Liberdade, 532, Liberdade, 3188-4149, Metrô Liberdade. Quinta a sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 30,00. Bilheteria: 14h/21h (ter. e qua.); a partir das 14h (qui. a dom.). Cc.: D, M e V. ST. Estac. c/manobr. (R$ 12,00). Estréia prometida para quinta (21). Até dia 31.


 
 
 
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