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RESTAURANTES

Os melhores do ano

18.09.2007



 

Personalidade Gastronômica

Fortunée Henry (La Casserole)

Pela primeira vez, Veja São Paulo concede o prêmio especial Personalidade Gastronômica. O objetivo é homenagear pessoas cuja atuação resultou numa efetiva contribuição para o desenvolvimento da boa mesa paulistana. Na estréia, foi escolhida Fortunée Henry, dona do La Casserole. Filha de parisienses nascida na Turquia, ela desembarcou na cidade em 1948. Acompanhava o marido, Roger Henry, que viera trabalhar no antigo Hotel Esplanada, ao lado do Teatro Municipal. Quatro anos depois, Henry abriu o La Casserole ali perto, no Largo do Arouche, onde a casa está até hoje. Os dois atuavam em sintonia. Ela ocupava-se do salão; ele, da administração e da cozinha. "Superamos dificuldades, como trazer ervas, especiarias e moedores de pimenta da França por navio", lembra Fortunée. Embora não fosse o chef, Henry, morto em novembro de 2005, preparava diante da clientela alguns pratos, entre eles o steak tartar. Fortunée, ou simplesmente Tuna, recebia o jet set daqui e estrelas internacionais. Por seu restaurante passaram o ator Omar Shariff, a bailarina Margot Fonteyn e o violoncelista Mstislav Rostropovich. "Era uma casa de luxo e de enormes pretensões culinárias", conta ela. A única grande reforma do prédio aconteceu em 1960, quando duplicou sua área e ganhou uma adega subterrânea. E assim permaneceu sob o reinado do casal até 1987, quando a direção passou à filha única, Marie-France. Sabiamente, nenhuma alteração significativa foi feita. Nem no salão de atmosfera antiguinha, nem no menu de clássicos. O melhor é que o bistrô envelheceu bem e criou raízes no centro, ao contrário dos concorrentes, que migraram para os Jardins ou o Itaim. Conserva clientes fiéis, entre os quais a escritora Maria Adelaide Amaral e o banqueiro Olavo Setúbal. No papel de fiscal da qualidade, madame Tuna tem mesa cativa todas as noites. Janta cedo, mas só depois da partida de bridge, jogo pelo qual nutre verdadeira paixão. Com freqüência, pede steak com fritas ou costeletas de cordeiro. "Adorrro!", diz, aos 85 anos, com um delicioso sotaque cheio de erres e um sorriso de satisfação.

Fortunée: duradoura contribuição para o desenvolvimento da boa mesa paulistana


Chef revelação

Andrea Kaufmann
(AK Delicatessen)

Andrea: surpreendente renovação da culinária judaica por uma estreante

Em nenhuma das três eleições anteriores de chef estreante, o reconhecimento do desempenho foi tão rápido quanto o de Andrea Kaufmann. Esse voto de confiança do júri é dado quatro meses depois de ela abrir o pequeno AK Delicatessen, em Higienópolis. A cozinheira de 30 anos conseguiu a proeza de reestilizar com classe a culinária judaica, que segue regras milenares de preparação e arraigados preceitos religiosos. No cardápio do restaurante, porém, a ortodoxia foi mantida a distância. Não se elaboram pratos kosher, aqueles orientados por um rabino. Entre as receitas, cabe até uma deliciosa sopa de camarão de origem andina. O tradicional vareniques (espécie de ravióli) sai ungido de leveza e inspiração, como na releitura feita de batata-doce ao creme de hadoque. Esses méritos se ampliam ao imaginar que a primeira escolha profissional de Andrea foi a publicidade. Inspirada pelas avós, pela sogra e pela mãe, ela sempre sonhou ser cozinheira. Acabou deixando o mundo das agências. Em 2003, trabalhou no extinto bistrô Madelleine com Bel Coelho, a chef revelação em 2004. Depois, Andrea teve um bufê e cursou a faculdade de gastronomia do Senac para aprofundar-se em técnicas culinárias. Acertou em cheio ao trocar de profissão.


Chef do ano

Erick Jacquin
(La Brasserie Erick Jacquin)

Jacquin: trabalho primoroso de um cozinheiro bicampeão

O pleno domínio da técnica, a devoção aos clássicos franceses renovados e uma dose de ousadia são o tripé em que se fundamenta a vitória de Erick Jacquin, chef do ano pela segunda vez. Nascido em Dun-sur-Auron, na região do Vale do Loire, o cozinheiro mostra-se cada vez mais preciso na elaboração de suas receitas. Sem medo de errar, esse francês de 42 anos, temperamental e muito exigente com sua equipe, faz um trabalho de autor. Sim, os pratos de seu menu são caros, em particular as iguarias que levam foie gras. Jacquin orgulha-se de ser um dos introdutores do petit gâteau na cidade. Coisa rara de acontecer, o bolinho quente de chocolate migrou da alta culinária para cardápios populares de norte a sul do país. Quando não está no trabalho, ele passeia com o filho único, Edouard, de 9 anos, ou sai pela cidade a devorar petiscos de botequim, que lhe renderam 114 quilos distribuídos em 1,78 metro de altura. "Sou um francês de coração brasileiro", diz ele, que se naturalizou em 2003. Para aumentar suas raízes paulistanas, prepara-se para abrir em novembro o Le Bouteque, um bar à parisiense nos Jardins.


O melhor árabe

Arábia

Salada fatuche: trivial feito com muito sabor

Não há como resistir aos aromas das receitas libanesas de Leila Youssef Kuczynski. Trata-se de uma cozinha essencial, quatro vezes premiada por Veja São Paulo, na qual se notam detalhes de requinte que saltam aqui e ali, para a felicidade do paladar. A salada fatuche (R$ 24,30) poderia resumir-se ao trivial, mas explode de sabor pela adição de molho de romã sobre rúcula, alface, tomate, pepino e pão sírio moreno e crocante. Outra entrada encantadora, o foul mdammas (R$ 23,00) compõe-se de favas mornas junto de um ovo cozido ao molho de azeite, limão e alho. O michui de cordeiro (R$ 41,60), espeto de cubos de carne intercalados por cebola e tomate, também é notável. Ainda que as sobremesas árabes sejam conhecidas pela excessiva doçura, o arroz-doce com amêndoa e pistache (R$ 11,60) revela-se uma delícia de pouco açúcar. Leila e o marido, Sergio Kuczynski, acabam de abrir o Arábia Café, em Higienópolis (Praça Vilaboim, 73, 3476-2201), de cardápio semelhante ao da casa-mãe.

Rua Haddock Lobo, 1397, Jardim Paulista, 3064-4776 e 3061-2203 (113 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 1h). Rotisseria, 10h/19h30 (fecha sáb. e dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Couvert: grátis. (valor variável c/restrição) Entrega em domicílio ( 3061-3234). www.arabia.com.br.  Aberto em 1992. $$


O melhor brasileiro

Brasil a Gosto

Carne-seca desfiada: valorizada por batata-doce na manteiga de garrafa

Mostrar um país de inusitados sabores é a meta da chef e proprietária Ana Luiza Trajano. Em vez de se ocupar do resgate de pratos originais, ela usa a base existente para elaborar suas próprias criações. Essa faceta renovadora valeu ao restaurante a eleição pelo segundo ano consecutivo. Sob a inspiração do Nordeste, a cozinheira faz um beijuzinho crocante de tapioca com creme de siri e coco (R$ 24,00). O badejo em posta alta tem crosta de baru, uma castanha típica do cerrado (R$ 39,00). De guarnição, recebe um cremoso purê de banana-da-terra. Desfiada e refogada com cebola, a carne-seca aparece na companhia de batata-doce na manteiga de garrafa (R$ 35,00). Já o pudim de brigadeiro, uma gostosura na sobremesa, vem salpicado de chocolate granulado e ganha molho de melaço acrescido de erva-cidreira (R$ 14,00). Serviço exemplar.

Rua Professor Azevedo do Amaral, 70, Jardim Paulista, 3086-3565 (80 lugares). 12h/16h e 19h/0h (sáb. almoço até 17h e jantar até 1h; dom. só almoço até 18h; fecha seg.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. T.: T. Estac. c/manobr. (R$ 7,00 no almoço; R$ 9,00 no jantar). Couvert: R$ 4,00 (almoço de ter. a sex.) e R$ 8,00 (demais horários). (R$ 30,00 c/restrição) www.brasilagosto.com.br.  Aberto em 2006. $$$


A melhor carne

Baby Beef Rubaiyat

Bife de chorizo de kobe tropical: corte ultramarmorizado de gordura

Em onze anos de premiação, só deu Rubaiyat na categoria carnes. São vitórias sucessivas decorrentes do trabalho desenvolvido pelo proprietário, Belarmino Iglesias, eleito também pelo júri o restaurateur do ano. Os esforços do empresário, sempre apoiado pelo primogênito Belarmino Iglesias Filho, não se limitam ao churrasco no ponto, à carta de vinhos sem concorrência e ao serviço cortês. Ele investe também na qualidade do rebanho criado em sua fazenda, em Dourados, no Mato Grosso do Sul. Além da raça brangus em cortes como o master beef premium (R$ 62,00), Iglesias apresenta o kobe tropical. Essa carne ultramarmorizada de gordura é extraída de matrizes derivadas do gado japonês wagiyu. Chega à mesa em peças de bife de chorizo (R$ 95,00), baby beef (R$ 105,00) e costela (R$ 60,00). Em novembro de 2006, a unidade do Paraíso foi completamente reformada e exibe agora um salão portentoso.

Alameda Santos, 86, Paraíso, 3141-1188, Metrô Brigadeiro (280 lugares); Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2954, Itaim Bibi, 3078-9488 (220 lugares). 11h30/15h30 e 19h/0h (sex. até 0h30; sáb. sem intervalo 12h/0h30; dom. só almoço 12h/18h). Cc.: V. Cd.: V. Estac. c/manobr. Couvert: R$ 15,50. www.rubaiyat.com.br.  Aberto em 1957. $$$$

A melhor carne / rodízio

Fogo de Chão

Picanha: a mais pedida do espeto corrido campeão

Dos mais de 100 rodízios existentes na cidade, nenhum consegue ser páreo para o Fogo de Chão, um império da carne com três unidades em São Paulo, uma em Brasília, outra em Belo Horizonte e nove nos Estados Unidos. Pela sexta vez, a rede comandada por Arri Coser vence a competição. Sua força reside na qualidade dos cortes, dos quais a picanha, o bife ancho, a fraldinha e a costeleta de cordeiro são os preferidos da clientela. Nada compete com eles. O bufê apresenta apenas saladas com ingredientes de qualidade e azeites originários da Espanha, Portugal, Itália e Líbano. De guarnição, vão à mesa polenta frita e arroz-de-carreteiro, entre outras pedidas. Pelo banquete carnívoro, desembolsam-se R$ 68,00. Bons vinhos, especialmente os tintos, estão reunidos em uma carta com 350 rótulos.

Avenida Santo Amaro, 6824, Santo Amaro, 5524-0500 (280 lugares); Avenida Moreira Guimarães, 964, Moema, 5056-1795 (320 lugares); Avenida dos Bandeirantes, 538, Brooklin, 5505-0791 (350 lugares). 12h/16h e 18h/0h (sáb. e feriados sem intervalo; dom. sem intervalo até 22h30). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 5,00). (R$ 50,00) (em Moema e em Santo Amaro). www.fogodechao.com.br.  Aberto em 1986. $$$


A melhor cozinha contemporânea

D.O.M.

Atum em crosta de gergelim e mix de cogumelos: combinação para surpreender o paladar

Emoldurado pela janela envidraçada de sua cozinha, Alex Atala continua seduzindo paladares. Os pratos criados pelo chef trazem apresentação encantadora e um mix de ingredientes irresistíveis. Nada óbvio ou trivial. Banhado por um consomê de peixe bonito, o foie gras ganha a cobertura crocante de pipoca de arroz selvagem com avelã (R$ 72,00). A mistura parece inusitada? Por cima, ainda vai uma bola de sorbet de cambuci, frutinha brasileira que andava um tanto desprezada em nossas receitas. Com seu interior quase cru, o atum grelhado recebe a companhia de palmito fresco sauté e um mix de cogumelos (R$ 71,00). Essas iguarias garantiram a vitória do D.O.M. pela sétima vez. Para prová-las, há também um menu degustação com quatro pratos, queijo e sobremesa por R$ 185,00. Caso peça a versão reunindo o dobro de sugestões, o preço salta para R$ 265,00. De escolta, rótulos nobres e caros de tintos, brancos e espumantes.

Rua Barão de Capanema, 549, Jardim Paulista, 3088-0761 (74 lugares). 12h/15h e 19h/0h (sex. até 1h; sáb. só jantar até 1h; fecha dom.). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Couvert: grátis (almoço) e R$ 14,00 (jantar e feriados). (R$ 70,00) www.domrestaurante.com.br.  Aberto em 1999. $$$$


A melhor cozinha rápida

Ráscal

Bufê: aspargos, salada de frutos do mar e outras pedidas que incitam a gula

Longe de ser um acaso, um capetinha é a logomarca da rede comandada por Roberto Bielawski, dono também da cadeia Viena. Diabolicamente, o Ráscal induz ao pecado da gula. Para o apetite aparecer, basta mirar o bufê. Nele encontram-se, por exemplo, saladas de frutos do mar e de bacalhau. Uma estação de massas finaliza na hora penne ao gorgonzola e nozes, ravióli de cogumelo e espaguete de abobrinha com camarão. A opção de bufê e massas custa R$ 38,00. É possível combinar o bufê com grelhados (R$ 38,00, R$ 42,50 e R$ 45,00, conforme o corte). Mais caro deles, o carré de cordeiro tem uma maciez extraordinária. Há ainda trinta variedades de pizza, entre as quais a napolitana (mussarela, alho, parmesão, tomate, manjericão e orégano; R$ 41,00). Para acompanhar os pratos, faz bonito a carta de vinhos. Bem selecionada, abre espaço para rótulos como o chileno Casa Rivas Cabernet Sauvignon 2005 (R$ 32,00). Na sobremesa, deixa saudade a torta de maçã com creme inglês (R$ 10,90).

Shopping Pátio Higienópolis, 3823-2667 (244 lugares). 12h/15h15 e 19h/22h15 (sex. até 23h15; sáb. almoço até 17h15 e jantar até 23h15; dom. e feriados almoço até 17h15). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: todos. T.: todos. Estac. (R$ 5,00 por duas horas). Couvert: grátis. (c/restrição) ; Alameda Santos, 870, Cerqueira César, 3141-0692, Metrô Brigadeiro (346 lugares). 12h/15h15 e 19h/22h45 (sex. até 23h45; sáb. almoço até 17h15 e jantar até 23h45; dom. e feriados almoço até 17h15). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: todos. T.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 8,00). Couvert: grátis. (c/restrição) www.rascal.com.br.  Mais três endereços. Aberto em 1994. $$


O melhor espanhol

Don Curro

Paella de frutos do mar: a preferida da clientela

Perto de 3 000 pessoas dirigem-se à nobre casa espanhola todos os meses. Em média, 50% dos pedidos da clientela fiel recaem sobre a paella de frutos do mar, o prato de resistência que levou o Don Curro a ser escolhido o melhor de sua categoria pela sétima vez. Trata-se de uma antiga receita de família, legada por Francisco Dominguez e sua mulher, dona Carmen, aos filhos José Maria e Rafael, que se revezam no comando do negócio. Aperfeiçoado com o passar dos anos, o arroz cozido em açafrão e enriquecido de camarão, lula, vôngole, marisco, lagostim e frango custa R$ 198,00. Se valorizado por uma lagosta, sobe para R$ 238,00. De uma fartura exemplar, satisfaz três paladares. O ótimo cardápio traz outras apetitosas sugestões, como a zarzuela (ensopado de robalo e frutos do mar; R$ 102,00) e a lula recheada de camarão, polvo e vieira ao molho de tomate (R$ 88,00). Se a intenção for provar uma especialidade fria, peça a salada de camarão ao molho de maionese (R$ 88,00).

Rua Alves Guimarães, 230, Pinheiros, 3062-4712 e 3083-5168 (190 lugares). 12h/16h e 19h/0h (sex. até 1h; sáb. sem intervalo até 1h; dom. só almoço até 17h; fecha seg.). Cc.: A, D e M. Cd.: M e R. Estac. c/manobr. Couvert: R$ 18,20. (R$ 80,00) Entrega em domicílio. (ter. a sáb.) www.restaurantedoncurro.com.br.  Aberto em 1958. $$$$


O melhor francês

La Brasserie Erick Jacquin

Costeleta grelhada: uma das três maneiras de apresentar o cordeiro num prato degustação

Parece heresia usar uma fatia de foie gras como recheio de um macaron, aquele biscoito de clara de ovo e farinha de amêndoa. Ainda mais se a atrevida combinação vier regada por calda de goiabada e custar caros R$ 74,00. Nas mãos do chef do ano, essa entrada atinge o sublime. E não só ela. Na cozinha do restaurante eleito pela segunda vez o melhor francês – e que pode ser vista de qualquer ponto do salão principal –, Erick Jacquin arquiteta uma lista de iguarias. Uma delas é o carré de cordeiro com legumes à provençal, que faz parte da degustação de três versões da carne (R$ 85,00). Outra sugestão, o filé de robalo cozido ao vapor ganha a companhia de tenras alcachofrinhas e bacon (R$ 58,00). Esses pratos também podem compor um menu degustação por R$ 180,00. De preço mais razoável, o almoço de segunda a sexta inclui entrada, prato e sobremesa por R$ 44,00. As sobremesas, entre elas a musse de champanhe ao sorbet de violeta (R$ 21,00), estão a cargo da confeiteira Amanda Lopes.

Rua Bahia, 683, Higienópolis, 3826-5409 (110 lugares). 12h/0h (sex. e sáb. até 1h; dom. até 17h). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Couvert: R$ 10,00 (almoço) e R$ 15,00 (jantar). (R$ 50,00 a R$ 100,00) www.brasserie.com.br.  Aberto em 2004. $$$$


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