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Sábado, 28 de Junho de 2008

Caras e bocas, sim, mas nada de barriguinha


Maria Fernanda, grávida de quatro meses: "Engordei menos de 2 quilos". Foto: Mario Rodrigues

Mais caseira desde que veio à tona a notícia de sua segunda gravidez, a atriz Maria Fernanda Cândido apareceu na última quarta num lançamento de perfumes nos Jardins. Coisa rara, decepcionou. Não que estivesse feia ou cafona. Oh, não. É que os paparazzi esperavam clicar algum indício dos quatro meses de gestação da beldade, que surgiu com este camisolão. Uma bela peça, mas capaz de fazer até Papai Noel parecer enxuto. "Engordei menos de 2 quilos", afirmou ela, que jurou não lembrar a marca da roupa. E, claro, fez ouvidos de mercador às súplicas para posar com a barriguinha de fora. Uma das diversões dos presentes foi especular sobre seu cachê, estimado em 30 000 reais – valor pago às famosas de sua estirpe – por duas horas de caras e bocas. "Não sou de sair de casa", desconversa ela, que não comenta o valor.

Visitante da "Osesp das Sapatilhas"


Silvestrin: diretor de um espetáculo da São Paulo Companhia de Dança. Foto: Heudes Regis

Quando Alessio Silvestrin apareceu para comandar um ensaio da São Paulo Companhia de Dança, alguns bailarinos demoraram a crer que aquele sujeito magrelinho com cara de pirralho fosse o diretor escalado para o espetáculo de estréia do grupo, previsto para setembro. Italiano radicado no Japão, o dançarino, de 35 anos, logo conquistou os pupilos. "Criar uma grande coreografia é criar regras e parâmetros", afirma. Por que ele foi escolhido para a missão? Sua resposta imodesta – à la John Neschling – chega a quase confirmar o apelido de "Osesp das Sapatilhas" dado ao grupo, que, como a orquestra sinfônica, é financiado pelo governo estadual: "Por que não?".

A nova chef (de mentirinha) do pedaço


Ana Maria, ops!, Irene: "Adoro comida francesa". Foto: João Caldas

Não fosse a ausência do Louro José, daria para confundir facilmente esta mestre-cuca com Ana Maria Braga. É assim, com madeixas lisas e platinadas, que Irene Ravache aparecerá no Teatro Cosipa Cultura, onde estréia no próximo sábado (5) o espetáculo A Reserva. Encarnará uma chef no palco pela primeira vez. E aí, Irene, como cozinheira, você é uma ótima atriz? "Que nada! Tenho poucas chances de ir para o fogão, mas minha comida é boa", garante ela, que menciona entre suas especialidades cebolas glaceadas, peras bêbadas e boeuf bourguignon (confira as receitas aqui no blog). "Adoro comida francesa."

Luxo pouco é bobagem


Li Camargo: "Cada peça da minha marca é realmente exclusiva" Foto: Mario Rodrigues

Graduado em moda na França, Li Camargo atuou como gerente e diretor de compras internacionais da Daslu Homem por oito anos. Saiu de lá em 2006 e acaba de criar uma grife especializada em camisas sob medida, com direito a alfaiate na casa do cliente. "Estamos acima do mercado de luxo, pois cada peça é realmente exclusiva", acredita ele, que confeccionou roupas para os gerentes do restaurante Spot. O fato de seu irmão, Zeca Camargo, aparecer com camisas da marca no ar enquanto apresenta o Fantástico não cai nada mal. (Ei, dona Globo, tudo bem?) Li pretende abrir um ateliê nos Jardins e produzir também calças e costumes completos.

"Sou meio Forrest Gump"


Graça: do programa Altas Horas para os palcos paulistanos. Foto: Mario Rodrigues

Com sua juba de leonina (ela é nascida em 29 de julho) sempre enfeitada com flores e faixas, a figura ao lado aos poucos começa a se destacar na cena musical paulistana. Seu nome, anote aí, é Graça Cunha, ex-skatista, ex-professora de educação física, ex-jogadora de vôlei, atualmente integrante da banda Altas Horas, titular do programa homônimo apresentado na Globo por Serginho Groisman. "Sou meio Forrest Gump, de tantas coisas diferentes que já fiz", define-se ela, que mostra seus dotes em shows no bar Maori, na Vila Olímpia, no dia 10, e no Ao Vivo Bar & Groove, em Moema, no dia 12. "Meu sonho de consumo é viajar pelo mundo fazendo apresentações num lugar diferente a cada dia." Foto: Mario Rodrigues

Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

Almoço com a estrela

No espetáculo A Reserva, que estréia na sexta (5), a atriz Irene Ravache vive uma chef de cozinha no teatro pela primeira vez. Confira três das receitas que ela mais gosta de preparar quando recebe convidados em casa. “Faço muitas coisas no olhômetro”, diz Irene.

Cebolas glaceadas

Ingredientes:
- 8 cebolas médias descascadas
- 2 xícaras de caldo de carne
- sal a gosto
- pimenta (opcional)
- 30g de manteiga derretida
- 8 torrões ou colheres (café) de açúcar

Modo de preparar:
Numa travessa refratária, untada, coloque as cebolas. Dilua o caldo de carne na manteiga e derrame-o na travessa. Acrescente o sal. Coloque um torrão de açúcar sobre cada cebola e leve ao forno até o açúcar quase caramelar. Sirva com carne assada ou grelhada.

Boeuf Bourguignon

Ingredientes:
- 60g de manteiga
- 1 kg de músculo
- 1 cenoura média
- 2 cebolas cortadas em rodelas
- 1 colher (sopa) de farinha de trigo
- 500ml de vinho tinto, preferencialmente de Borgonha
- 1 dente de alho amassado com uma faca
- 1 copo de água

Modo de preparar:
Doure a carne na manteiga. Junte as cebolas, a cenoura e polvilhe com a farinha, mexendo sem parar, o que evita que a molho fique empelotado. Adicione o vinho. Coloque sal, pimenta, água e o dente de alho amassado. Deixei cozinhar por mais ou menos duas horas ou até a carne ficar bem macia.

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Kenzo quem?

Cenas e personagens de mais uma São Paulo Fashion Week | Colaborou Sara Duarte


O japonês Kenzo Takada com Metsavaht, da Osklen: figurão dando sopa pelo pavilhão da Bienal. Foto: Fernando Moraes

Lá pelos idos de 1970 e alguma coisa, a hoje papisa da moda Costanza Pascolato passou quatro horas escondida num banheiro e engatinhou pelo parapeito de um prédio só para ver um desfile do japonês Kenzo Takada em Paris. Um dos grandes nomes das passarelas, o estilista deu sopa na edição de verão 2009 da São Paulo Fashion Week, que desde a última terça movimenta mais uma vez o Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera. Dada a importância da figura, era de esperar comoção à altura, certo? Ah, mas não foi bem assim, minha gente. Claro, houve alguma tietagem. Gloria Kalil, por exemplo, abordou Kenzo para contar que acompanha seu trabalho desde o início. Mas, exceto por quem entende do riscado como ela, as reações foram do ridículo ao absurdo. "Nunca ouvimos falar dele", admitiram mocinhas plantadas à entrada do evento, que se declararam aspirantes a modelo. "Ele é aquele ali de dourado?", quis saber uma senhorinha de óculos. Não, ele vestia terno cinza da Dior.


Fause Haten: "Vou atender clientes com hora marcada, num ateliê em Pinheiros". Foto: Mario Rodrigues

> O estilista Oskar Metsavaht abriu a semana com a coleção de sua grife e se disse lisonjeado em receber Kenzo no camarim. Foi bem gentil, já que um dia antes o visitante havia contado aos quatro ventos que considerou cara uma bota da marca dele, a Osklen. "Achei 1 000 reais um preço bem alto", disse, ao visitar o comércio popular do Bom Retiro. Fause Haten, por seu lado, fez a linha nem-te-ligo para o japonês. Sejamos justos, ele tinha preocupações de sobra, como a estréia de sua nova grife, a FH. A mudança deve-se à venda da marca que leva seu próprio nome para a empresa Identidade Moda, a I’M. Haten declarou que teve um baita prejuízo com o negócio. Afirmou que recebeu somente uma parte do valor da compra e que nunca foram pagos seus salários pelo trabalho como diretor de criação, cargo que exercia no grupo. "Saí da empresa e agora vou atender clientes com hora marcada, num ateliê em Pinheiros", diz. Procurado por Veja São Paulo, o grupo I’M não quis se manifestar.


O botijão de gás, ou melhor, a burca fashion de Marcelo Sommer: campeão de esquisitice. Foto: Felipe Panfili/AGENEWS

> Exceto pela presença anunciada de Gisele Bündchen e pela silhueta avantajada da modelo checa Karolina Kurkova, que surgiu na Cia. Marítima com uma barriguinha, poucas modelos empolgaram na passarela nos três primeiros dias do evento. Assim, muito se comentou sobre as roupas – e era esse o objetivo, afinal de contas, não? Alguns modelitos dividiram opiniões, como a burca fashion da grife Do Estilista, de Marcelo Sommer. Feita com estampa xadrez, lembrava uma daquelas roupinhas que enfeitam botijões de gás em lares Brasil adentro. Mas o tema do desfile eram fantasias, ora bolas!


Mariana Weickert faz um agá entre a rapaziada: tudo em nome da reportagem. Foto: Fernando Moraes

> No time dos repórteres, duas belíssimas adesões foram registradas. Formada em jornalismo há quatro anos, a morena Cassia Avila apareceu vestida para apurar: calça de couro e camisa de seda Daslu, bolsa Luella e tênis Vans. "Vim de salto alto, mas estava ficando exausta", confessou. No meio do pit, poleirinho de onde fotógrafos e cinegrafistas registram os desfiles, Mariana Weickert fazia fotos para uma matéria do programa GNT Fashion. "Eu precisava de um pau igual ao deles", disse, referindo-se aos tripés usados por seus colegas de trabalho.


Cassia: tênis para não ficar exausta. Foto: Fernando Moraes

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