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Porque comer bem é parte importante de qualquer viagem, este blog reúne comentários sobre atrações turísticas, restaurantes e bares destacados nas edições de VEJA O MELHOR DA CIDADE (publicadas em 19 regiões brasileiras e nas cidades de Lisboa e Porto, em Portugal) e de VEJA O MELHOR DO BRASIL, lançada regularmente em dezembro.
O Jardim Paulista, em São Paulo
Quando falei dos Leblons do Brasil, exclui São Paulo. Hoje vamos falar então do Leblon dos paulistanos: o Jardim Paulista. Em uma rápida busca no site de Veja São Paulo, encontram-se 77 restaurantes no bairro. A maioria deles é especialista em cozinha italiana, são 21 no total entre cantinas, restaurantes e um de alta gastronomia. Entre os 17 restaurantes vencedores na votação do especial de Veja Comer & Beber em São Paulo, cinco estão no Jardim Paulista. Mário Rodrigues
Salada fatuche servida no restaurante ArábiaNa Rua Haddock Lobo número 1 397 está localizado o restaurante Arábia. As receitas libanesas são da proprietária Leila Youssef Kuczynski. Da cozinha saem pratos como a salada fatuche que leva alface, rúcula, tomate, pepino e pão sírio torrado, com molho de romã. Para encerrar, vale provar o arroz-doce com amêndoa e pistache. O Brasil a Gosto, do qual já falei várias vezes aqui no boletim, também fica no Jardim Paulista, mais precisamente na Rua Professor Azevedo do Amaral. A casa serve releituras de pratos regionais e utiliza ingredientes tipicamente brasileiros em receitas com toque contemporâneo. Vale provar o badejo em posta alta com crosta de baru, uma castanha típica da região do cerrado. Mário Rodrigues
Foie gras com crocante de arroz selvagem e avelã do restaurante D.O.M.Na Rua Barão de Capanema fica o restaurante D.O.M., do consagrado chef Alex Atala. A casa que levou o título de melhor contemporâneo da cidade serve pratos como o foie gras banhado por consomê de peixe bonito com cobertura crocante de pipoca de arroz selvagem com avelã. E não acabou ainda, por cima disso tudo vai uma bola de sorbet de cambuci, uma frutinha brasileira de sabor ácido. Apenas um exemplo da criatividade do chef que já foi premiado internacionalmente. Na Rua Vitório Fasano, também no Jardim Paulista, fica o Hotel Fasano. Dentro dele, o restaurante de mesmo nome que além de levar o título de melhor italiano de alta gastronomia na última edição do especial da Veja São Paulo, foi escolhido também como o melhor do Brasil pelo júri do especial de Veja, O melhor do Brasil. Por lá é possível provar receitas como o stracotto de cordeiro cozido lentamente por sete horas em vinho tinto e ervas. Para acompanhar, chega à mesa raviole de batata com molho da própria carne. Por fim, o quinto endereço premiado no Jardim Paulista é o do Antiquarius, que fica na Alameda Lorena. A casa tem matriz carioca e levou o título de melhor restaurante português da cidade. A dica por lá é provar o prato clássico que já virou marca registrada do Antiquarius: o bacalhau ao forno. A posta alta é servida com uma camada de cebola por cima e vem acompanhada de brócolis, tomate, batata e ovo cozido. Para encerrar a refeição, nada melhor que os doces de gema preparados no restaurante, o toucinho do céu se destaca entre as opções. Para quem quer usufruir dessa fartura de casas premiadas, duas opções de hospedagem: primeiro o hotel Unique, que fica na Avenida Brigadeiro Luís Antônio e que é de longe o mais bem decorado e arquitetonicamente arrojado da cidade. As diárias para o mês de julho durante a semana saem a partir de 880 reais para o casal. Uma opção mais acessível é o hotel Quality Jardins, que fica na Alameda Campinas, próximo à Avenida Paulista. Por lá, as diárias para o casal também durante a semana saem a partir de 310 reais. Marcadores: Antiquarius, Arábia, Brasil a Gosto, D.O.M., Fasano, hotel Quality Jardins, Hotel Unique Garden, hotéis, Jardim Paulista, restaurantes, São Paulo
Restaurantes no Chile e na Argentina
Na terça-feira, nosso comentário tratou de algumas atrações de Buenos Aires. Hoje quero ampliar um pouco aquela conversa e estender o assunto também para o Chile. Como esses são dois destinos muito procurados agora nas férias de julho, quero indicar alguns sites que possuem bons guias de restaurantes. Assim como os sites de Veja indicam os melhores restaurantes de diversas cidades brasileiras, nada mais útil para os turistas do que encontrar endereços na web que apontem boas casas entre bares e restaurantes. Assim, todo mundo já sai de casa programado. Em Buenos Aires, quero falar primeiramente do Guia Oleo, que também tem uma versão impressa que pode ser encontrada em revistarias e livrarias da cidade. No site, os turistas encontram quase três estabelecimentos cadastrados. Cada um tem uma pequena resenha com fotos do ambiente. Os internautas podem se cadastrar no site, dar notas para cada restaurante e deixar seus comentários. É possível filtrar sua busca por regiões, por tipo de cozinha, por faixa de preço ou mesmo procurar o restaurante em um mapa da cidade. O guia é bastante detalhado e além dos restaurantes oferece também um guia de vinhos, com informações sobre alguns rótulos argentinos e endereços para compra. O jornal argentino La Nacion também oferece um guia de bares e restaurantes on-line. O site oferece resenhas bastante completas ilustradas com imagens das casas. Do mesmo modo, o jornal O Clarín tem um bom serviço em seu guia de restaurantes em seu site. São endereços em Buenos Aires que podem ser agrupados entre as regiões da cidade ou o tipo de comida servida. As resenhas das casas são bem completas, com foto do ambiente dos restaurantes e há espaço para o comentários dos internautas. Se mesmo assim o turista não encontrar o que procura há outros bons sites com informações sobre restaurantes de Buenos Aires como o restaurant.com.ar e o vidalbuzzi.com.ar. Para quem está planejando uma viagem para esquiar em Bariloche agora no mês de julho, também há alguns endereços da web que fornecem informações sobre os restaurantes da região. O Guia Epicureo tem mais de 100 restaurantes cadastrados, todos em Bariloche. As casas são classificadas em faixas de preço e também em uma escala de qualidade que varia entre um e quatro garfinhos e a maioria está publicada com resenha e fotografias. O site também tem algumas receitas de pratos típicos da região. Também para informações sobre os estabelecimentos de Bariloche, outra dica é o Guia Sabores. O Guia que também tem versão impressa indica os melhores restaurantes, casas de chá, cafeterias e chocolaterias de Bariloche. Grande parte dos estabelecimentos tem uma pequena resenha e imagens do ambiente para ajudar na hora em que os turistas forem decidir onde comer. Além dos restaurantes, o site disponibiliza receitas e indica algumas lojas de vinhos na região. Para finalizar o boletim, em Santiago do Chile também tem uma boa sugestão de site para buscar informações sobre os restaurantes da cidade. O Santiagourmet indica os melhores restaurantes, bares e comidinhas (lanchonetes, pastelarias, cafeterias, sorveterias...) da capital chilena. Os estabelecimentos estão classificados em faixas de preço e divididos também por regiões ou por tipo de cozinha. Há pequenas resenhas com fotos de cada casa e os internautas também podem deixar seus elogios, reclamações e dar uma nota para cada restaurante. Marcadores: Argentina, Bariloche, Buenos Aires, Chile, guia de restaurantes, restaurantes, Santiago
Gastronomia e literatura
Hoje começa a sexta edição da Festa Literária Internacional de Parati, cidade que fica na divisa entre Rio de Janeiro e São Paulo. É óbvio que vamos falar de gastronomia e literatura. Mas, antes dos livros, é preciso dizer que a Flip se tornou o maior evento literário do país, recebendo autores mundialmente consagrados naquele cenário que foi eleito o melhor destino de praia para descansar na região Sudeste. Para citar apenas brasileiros, a Flip já recebeu Ariano Suassuna, Millôr Fernandes e Ferreira Gullar. Armando Catunda
Igreja de Santa Rita dos Pardos Libertos no centro histórico de ParatiEste ano a Flip faz uma homenagem à memória de Machado de Assis, que morreu há um século. O crítico literário Roberto Schwarz fala sobre Dom Casmurro na palestra de abertura e Luiz Melodia canta em seguida. A cidade está lotadíssima mas numa pesquisa rápida ainda encontramos vagas no Santa Clara Hotel, o mais bem avaliado pelo Guia 4 Rodas na região. É um hotel fazenda que tem pacotes até o dia 6 por valores entre 1500 e 1900 reais. Só que fica a 10 quilômetros do centro histórico da cidade, onde acontecem os eventos da Flip. Quem não vai para a Flip fica com minhas sugestões de alguns livros ambientados em cenários gastronômicos ou tendo chefs e gourmets como personagens.  Começo por Julie & Julia: 365 Dias, 524 Receitas e Uma Cozinha Apertada, escrito por Julie Powell. O livro é um best seller sobre uma secretária insatisfeita com o emprego, prestes a completar trinta anos e que deseja ter um bebê. Morando numa quitinete de subúrbio, ela decide produzir em casa todas as receitas de um livro famoso de receitas, cria um blog para contar suas experiências e depois... Bem, não vou contar o livro todo, que em breve terá uma versão para o cinema com Meryl Streep no papel da escritora do livro de receitas. Para quem gosta de policiais, não se pode esquecer Pepe Carvalho, o famoso detetive e gourmet criado pelo escritor catalão Manuel Vázquez Montalbán. A série tem mais de vinte títulos e virou seriado na TV espanhola. No Brasil, estão disponíveis para compra nas livrarias Labirinto Grego, O Balneário, O homem da minha vida, Assassinato no Comitê Central, A Rosa de Alexandria, Milênio e O Quinteto de Buenos Aires – todos com muitos crimes, receitas e pratos refinados. Por fim, uma obra que pode ser chamada de livro de história a partir da perspectiva gastronômica, trata-se de A Rainha que Virou Pizza, do jornalista J.A. Dias Lopes, editor da revista Gula e grande pesquisador sobre a, digamos, cultura culinária de outros tempos. O livro reúne crônicas sobre personagens famosos e suas preferências à mesa. Cleópatra, Leonardo da Vinci, Maria Antonieta, Goya, Napoleão Bonaparte, princesa Isabel, Charles Chaplin, Juscelino Kubitschek e Elvis Presley estão entre os retratados. Do mesmo autor, o livro A Canja do Imperador também conta as curiosas histórias sobre Dom Pedro I, Dom Pedro II, João Paulo II, John F. Kennedy, Marilyn Monroe, Hemingway, Freud, Churchill, Balzac, Nostradamus, Portinari, Carlos Magno, Salvador Dalí, Grace Kelly, Carmen Miranda e muitos outros. Cada crônica é acompanhada de uma receita, muitas vezes desenvolvida pelo próprio personagem e testada por um chef conhecido. >>Confira aqui a programação completa da Flip.Marcadores: A Canja do Imperador, A Rainha que Virou Pizza, detetive Pepe Carvalho, FLIP, Julie e Julia, Julie Powell, literatura, Manuel Vázquez Montalbán, Santa Clara Hotel
Buenos Aires para brasileiros
Hoje eu quero falar de um destino internacional que tem caído cada vez mais no gosto dos brasileiros. Com o real valorizada em relação ao peso argentino, Buenos Aires se tornou um uma ótima opção para as férias. A capital argentina recebeu, só no ano passado, 500 000 turistas brasileiros. É possível encontrar bons hotéis com diárias em torno de 200 reais. Um pacote ainda no mês de julho para o casal passar quatro dias na cidade se hospedando no hotel El Conquistador, que é quatro estrelas e tem localização central sai 1 500 reais. O valor inclui ainda traslado hotel/aeroporto e um city tour. A Veja Rio publicou há duas semanas atrás uma matéria com dicas para os brasileiros que desembarcam na cidade, isso porque um terço do meio milhão de turistas brasileiros que visita a cidade é composto de cariocas. Quero dar algumas dicas de passeios e restaurantes na capital argentina que reuni entre as sugestões da Veja Rio e da revista Viagem e Turismo. Buenos Aires é uma cidade plana, por isso a dica principal é caminhar. Mas, se a distância for muito grande, vale a pena pegar um táxi pois a tarifa é bem menor do que as que costumamos pagar aqui no Brasil e há uma oferta enorme de automóveis. Não deixe de caminhar pela Avenida Nove de Julho que, como gostam de dizer os argentinos, é a “mais larga do mundo” para ver o obelisco. Pablo de Sousa A primeira parada do roteiro é o Caminito (foto), a rua com casas multicoloridas no bairro de La Boca. As construções são pequenos cortiços que hoje, muito semelhante ao que aconteceu no Pelourinho na Bahia, abrigam lojas que vendem souvenirs e obras de arte. Os artistas também se espalham pela rua, onde é possível comprar telas, bijuterias e ver casais de bailarinos dançando tango. Uma boa pedida é esticar o passeio e visitar o estádio do Boca Juniors, o La Bombonera, que fica no mesmo bairro. Outro passeio que não pode deixar de constar no roteiro dos brasileiros que visitam Buenos Aires é a Feria de La Plaza Dorrego. Todos os domingos, as ruas de paralelepípedo do bairro San Telmo recebem cerca de 270 barraquinhas da principal feira de antiguidades da cidade. O bairro é repleto de casarões dos séculos XVIII e XIX e fica lotado de turistas todos os domingos. A feirinha começa às 10 da manhã e fica montada até as 17 horas. Uma outra boa dica é explorar o circuito de antiquários nos arredores, onde há menos turistas. Pablo de Sousa
 O Malba (foto), Museu de Arte Latino-Americana, em Palermo, também é uma boa dica para quem passeia por Buenos Aires. A coleção de 222 peças é de Eduardo Costantini e inclui obras como a tela Abaporu, de Tarsila do Amaral que foi comprada em 1995 por 1,43 milhão de dólares. Há ainda a obra intitulada Autoretrato com Chango y Loro, da mexicana Frida Kahlo. O segundo andar do museu abriga exposições temporárias renovadas constantemente. A entrada custa 15 pesos Para os fãs dos livros, CDs e DVDs, vale dar uma passada na livraria El Ateneo Grand Splendid. A rede de livrarias El Ateneo tem um espaço especial no seu endereço na Avenida Santa Fé. O imóvel que abriga a loja foi construído em 1919 para funcionar como um teatro. Hoje, os camarotes são espaços reservado para leitura e o palco, onde Carlos Gardel se apresentou inúmeras vezes, abriga um charmoso café. A livraria é a maior da América Latina, com cem mil títulos, muitos dele em inglês. Pablo de Sousa
Linhas inspiradas no tango: a Ponte de la Mujer fica em Puerto MaderoUm bom lugar para um passeio é Puerto Madero. Os antigos armazéns da zona portuária estavam abandonados quando começou um grande projeto de revitalização das construções. Hoje, eles abrigam bares e restaurantes, muitos com terraços que dão para o rio. O calçadão é uma boa opção de passeio durante o dia ou a noite. Alí fica a Ponte de la Mujer, que tem um projeto arquitetônico moderno, inspirado na silhueta de um casal dançando tango. Pablo de Sousa Essa última dica pode até soar como um clichê. Mas não dá para sair de Buenos Aires sem assisitir a um bom show de Tango. Há muitas opções: entre aqueles que focam a destreza e a sensualidade dos bailarinos estão a Esquina Carlos Gardel, com ingressos a partir de 220 pesos, e o Piazolla Tango Desde, com entradas a partir de 180 pesos, que funciona dentro de um antigo teatro-cassino com pé-direto altíssimo e dois andares de camarotes. Em ambiente intimista, os shows do tradicional Café Tortoni, são bem mais em conta, os ingressos custam a partir de 45 pesos. Mas não só as atrações culturais que atraem os turistas. Buenos Aires também chama muito a atenção de quem adora fazer umas comprinhas. Artigos de couro, que são muito em conta na região, são encontrados em profusão na tradicional Calle Florida. As grifes internacionais se estabeleceram em elegantes lojas da Avenida Alvear. O bairro da Recoleta abriga pequenas lojas que são muito charmosas e podem reservar boas surpresas aos turistas. Os restaurantes também são outra grande atração de Buenos Aires. Na cidade é possível comer muito bem sem gastar tanto como se gasta numa cidade como São Paulo, por exemplo. E não vá pensando que o cardápio das casas se resume ao famoso bife de chorizo ou às carnes assadas na parrilla, a típica churrasqueira argentina. Há cozinhas de diversas nacionalidades e restaurantes para todos os gostos e bolsos. Algumas das casas que vale visitar são: >> Aramburu – o chef Gonzalo Aramburu estudou na escola de gastronomia parisiense Lenôtre e trabalhou com mestres como Daniel Boulud, em Nova York, e Charlie Trotter, em Chicago. No endereço em San Telmo, ele prepara verdadeiras obras-primas contemporâneas para o menu degustação, que sai por apenas 90 pesos, cerca de 48 reais. >> Cabaña Las Lilas – a casa em Puerti Madero pertence ao premiado grupo paulista Rubaiyat e oferece cortes com preços um pouco acima da média. O bife de chorizo custa 76 pesos e a tapa de cuadril, 70 pesos ambos preparados na parrilla. >> Casa Cruz – no Palermo, o chef Germán Martitegui prepara pratos de apresentação refinada, técnicas inovadoras e ingredientes locais. É o que ele chama de culinária argentina urbana moderna. Bruno Agostini
 >> El Sanjuanino – o restaurante na Recoleta serve as mais famosas empanadas portenhas (foto). O salgado, no formato de pastel, tem massa fina e recheios variados, mas a de carne é o carro-chefe. São servidos também outros pratos da cozinha campesina, como locro (cozido à base de canjica de milho) e tamales (espécie de pamonha salgada). Marcadores: Aramburu, atrações, Buenos Aires, Cabaña Las Lilas, Café Tortoni, Caminito, Casa Cruz, El Ateneo, El Sanjuanino, Feria de La Plaza Dorrego, hotel El Conquistador, Malba, restaurantes
O frango em receitas elaboradas
A inflação, como todo mundo sabe, anda soluçando novamente, mas este é um assunto que compete muito mais ao Carlos Alberto Sardenberg do que a mim. Só que a inflação me faz lembrar que o Brasil tem um grande regulador do preço da proteína, que é a carne de frango. Quem tem a memória bem azeitada, deve lembrar que o plano real e até o cruzado, bem mais antigo, tiveram na carne de frango um dos pilares da tentativa de conter a alta dos preços. Hoje, a disponibilidade de carne de frango no mercado brasileiro já é praticamente a mesma que se verifica quanto a carne de boi. Fernando Moraes
O frango assado da rotisseria Bologna, eleito o melhor de São PauloMas com essa situação acabou dando ao frango um apelo, digamos, popular. Tanto que duas das especialidades premiadas no projeto O Melhor da Cidade em São Paulo encaram o frango exatamente por esse consumo e produção em grande quantidade. Uma é que dá o título de melhor frango com polenta no reduto de colonização italiana do ABC paulista, título que atualmente pertence ao restaurante São Judas, do Bairro Demarchi. O Demarchi é um bairro que recebe pelo menos 10 000 pessoas para o almoço a cada domingo, em vários restaurantes que servem praticamente a mesma receita de frango com polenta. Outra é o prêmio de melhor frango assado da capital paulista, que atualmente pertence à rotisseria Bologna, que fica no bairro da Consolação. Só que não é justo, a partir daí, imaginar que o frango não se presta a receitas mais elaboradas. Por isso, quero falar de alguns restaurantes bastante sofisticados que fazem um aproveitamento requintado da carne de frango. Eduardo Pozella
Detalhe do ambiente do restaurante Brasil a Gosto, em São PauloEm São Paulo, por exemplo, o restaurante Brasil a Gosto, melhor brasileiro da cidade tem uma receita especial de frango que será servida até o fim de julho. É o frango na cerveja recheado com lingüiça defumada e acompanhado de mini-milho e couve refogada. No Rio de Janeiro, o melhor francês, o Olympe do chef Claude Troisgros serve filé com pequenos cubos de pão em vez da tradicional farinha de rosca, o que produz uma casquinha muito mais crocante. Para acompanhar: cogumelos com molho de ervas. Liane Neves
O restaurante tailandês Koh Pee Pee levou o título de melhor de Porto AlegreEm Porto Alegre, o restaurante tailandês Koh Pee Pee, o melhor da cidade, localizado no bairro Rio Branco tem opções são o frango com castanha de caju ao molho de ostras e açúcar de palmeira, acompanhado de arroz thai jasmin, que é aquele arroz mais grudadinho do que o tradicional. Para finalizar, restaurante italiano Dom Giuseppe, que levou o título de melhor de Belém, oferece filé de frango com molho de mel e mostarda de dijon acompanhado de risoto ao pesto. Ou seja, o frango pode, sim, ser um saboroso colaborador no controle dos soluços inflacionários. Marcadores: aniversário de São Paulo, Bologna, Brasil a Gosto, Dom Giuseppe, frango, frango assado, frango com polenta, Koh Pee Pee, Olympe, Restaurante São Judas, Rio de Janeiro, São Bernardo
Artesanato pelo Brasil
O mês de julho tem férias escolares e, portanto, muitas famílias viajando completas para os principais destinos turísticos do país. É nessa época também que ficam mais movimentadas as indefectíveis feirinhas de artesanato, populares em todas as cidades muito visitadas por turistas. É claro que essas feirinhas são uma distração interessante durante a viagem, mas o que eu quero registrar hoje são alguns lugares onde se compra artesanato mais legítimo de algumas regiões, muitas vezes também com preços mais interessantes. Boa parte dessas associações ou cooperativas de que vou falar têm sites na internet, por meio dos quais também é possível fazer compras a distância e receber a encomenda pelo correio. Gilvan Barreto
Fase final: a queima das panelas de barro produzidas pelas paneleiras de GoiabeirasVamos começar por Vitória, no Espírito Santo. Um dos tipos de artesanato mais conhecidos da região é o trabalho das paneleiras, que fazem os recipientes de barro onde são preparadas as famosas moquecas capixabas e diversos outros pratos típicos. A Associação das Paneleiras de Goiabeiras é uma das mais conhecidas do estado e fica instalada no bairro de Goiabeiras Velha, em Vitória. Essa organização já existe há quase vinte anos e hoje tem cerca de 120 associados. Todos os modelos de panela são feitos em diversos tamanhos e podem ser comprados no galpão da Associação, onde também se pode acompanhar parte do processo de produção, como o pisoteamento do barro, a moldagem e a pintura. Em Natal, no Rio Grande do Norte, a sugestão é procurar o trabalho da Associação das Labirinteiras de Campo de Santana. O nome é estranho mas muito apropriado porque elas lidam com bordados e, para quem não tem experiência no ramo, nada é tão parecido com um labirinto. O Campo de Santana fica no município de Nísia Floresta, vizinho à capital potiguar. São cerca de 20 mulheres que tecem e vendem capas de almofadas, guardanapos, toalhas de mesa, colchas, centros de mesa, tudo com labirinto, que é um tipo de bordado muito comum no Nordeste. O espaço funciona todos os dias das 8:30 às 17 horas. O trabalho das rendeiras também é vendido em algumas lojas de Natal, mas na Associação os preços são melhores e o cliente também pode encomendar peças com desenhos exclusivos. Em Belém, o pólo ceramista do distrito de Icoaraci reúne dezenas de artesãos. Os preços são incrivelmente menores do que o praticado nas lojas da cidade. Para quem está distante, uma opção é acessar o site oficial e comprar diretamente dos produtores, que disponibilizam o serviço de venda on-line. Carlos Goldgrub
Artesanato indígena produzido em todo o Brasil é vendido nas lojas da ArtíndiaPor fim, para os interessados em arte indígena, existe uma loja que junta diversas associações de artesãos indígenas está presente em várias cidades brasileiras. É a Artíndia, que é parte de um projeto da FUNAI. Há lojas em Belém, Rio de Janeiro, Manaus, Cuiabá, Brasília, Recife, São Paulo e Goiânia. A grande vantagem é a garantia de procedência. >>Veja aqui todos os endereços das lojas da Artíndia pelo Brasil.Marcadores: artesanato, Associação das Labirinteiras de Campo de Santana, Associação das Paneleiras de Goiabeiras, associação de artesãos, Belém, Icoroaci, lojas Artíndia, Natal, Vitória
Sopas para encarar o frio
A temperatura dos últimos dias já demonstrou que estamos oficialmente no inverno nas regiões sul e sudeste e que é hora de planejar as refeições para os dias frios. Fernando Moraes
Buffet de sopas da Galeria dos Pães, em São PauloEntão, para a turma de São Paulo, quero lembrar que as sopas são uma tradição nas padarias da cidade e que, entre elas, destacam-se as da padaria Galeria dos Pães, que fica no Jardim América e oferece um buffet de sopas que faz muito sucesso. Os caldos começam a ser servidos às 18 horas e há sempre opções quentinhas até as cinco da manhã. Os clientes pagam um preço fixo e se servem à vontade no buffet que também inclui pães, frios e sucos. Há sempre seis opções de sopas e uma das preferidas do público é a tradicional canja de galinha. Para o pessoal que vai subir a serra, na direção de Campos do Jordão, onde amanhã começa a funcionar o Espaço Cultural Veja São Paulo, a sugestão é aquecer-se com uma sopa do restaurante La Coupole, no bairro do Capivari. O campeão de pedidos no local é o creme de mandioquinha com funghi, mas também vale provar a sopa de aspargos frescos com vinho branco gratinada com parmesão, uma criação bem recente da casa e bastante substanciosa. Lá em Porto Alegre, a sugestão são as sopas do restaurante natural Vida & Saúde, que no cardápio de hoje oferece creme de milho e sopa de feijão. Paulo Rezende
Os caldos e sopas do Caldos 24 horas, em GoiâniaAgora, como a gente já comentou aqui no boletim uma vez, também os pessoal das regiões mais quentes do país tem boa oferta de sopas, que acabam sendo uma opção interessante principalmente à noite, porque compõem uma refeição mais leve. Por isso, quero lembrar que há uma casa de sopa premiada pela Veja Goiânia, a Caldos 24 Horas, no Jardim América. Lá eu sugiro provar a sopa de galinha caipira apimentada. Também houve premiação para o melhor caldo de Recife, onde casa vencedora foi a Caldíssimo Grill, do bairro de Boa Viagem. Para ficar no espírito praiano da cidade, uma boa alternativa é provar o caldo de camarão ou o caldo de peixe. Marcadores: aniversário de São Paulo, Caldos, Caldos 24 horas, Campos do Jordão, Galeria dos Pães, Goiânia, La Coupole, Porto Alegre, sopas, Vida e Saúde
Os livros dos grandes chefs do Brasil
 Uma vez nós conversamos neste boletim sobre livros de gastronomia, mas hoje quero voltar ao tema com uma abordagem mais específica, para atender àqueles ouvintes que querem não só receitas, mas fazem questão de que elas sejam assinadas por fontes muito autorizadas. Vou falar então de alguns livros assinados por chefs renomados do Brasil. Por exemplo, o chef Paulo Martins, do restaurantes Lá em Casa, de Belém de Pará, assina com a insuspeita autoridade o livro Culinária Paraense, o Sabor da Floresta. Na obra, ele discorre sobre as características pecualires da culinária local, dá 20 receitas e ainda brinda o leitor com um documentário em DVD que mostra o passo a passo da execução das receitas e exibe um passeio pelas atrações turísticas de Belém e região.  O chef Edinho Engel, dos restaurantes Manacá, de Camburizinho, no litoral paulista, e também do Amado, de Salvador, é autor da obra O Cozinheiro e o Mar: a Cozinha de Edinho Engel e o Restaurante Manacá, no qual dá 41 receitas de pratos que fizeram ou fazem parte do cardápio de seu estabelecimento.  A chef Carla Pernambuco, do restaurante Carlota, em São Paulo, tem três livros disponíveis para a estante dos gourmets. Nós já comentamos uma vez o As Doceiras, sobre sobremesas, mas ela assina também o Carlota, Balaio de Sabores, que detalha suas criações salgadas. Nesse livro, Carla Pernambuco dá o passo a passo de pratos como o camarão crocante, pastelão de palmito e as batatas ao muro, todas com muitas dicas da chef e fotos dos pratos. Há ainda o Juju na Cozinha do Carlota: 29 Receitas Muito Fáceis para Crianças. A obra infantil reúne 29 receitas de salgados, doces e bebidas para a criança fazer em casa ou na escola. Para completar, traz ainda um prato especial para as crianças prepararem para o bichinho de estimação. O passo a p |